A História

26 de outubro de 2016 | comments : 0

O Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura da Amazônia nasceu da vontade de fazer mais pela Amazônia. Esta vontade, acalentada intimamente pelo maestro Dirson Costa, motivou um grupo de amigos, irmanados por igual sentimento de paixão pela Amazônia, a iniciarem juntos essa caminhada. Assim, em 2001 o IDC, como ficou conhecido, se tornou realidade na cidade de Manaus, estado do Amazonas.

Início das atividades. Primeira reunião de diretoria e associados do IDC – Leitura do Legado Filosófico deixado pelo Maestro Dirson Costa (Maio,2001)

Início das atividades. Primeira reunião de diretoria e associados do IDC – Leitura do Legado Filosófico deixado pelo Maestro Dirson Costa (Maio,2001)

Os tempos iniciais foram de estudos, preparação técnica dos membros atuantes e muito planejamento. Paralelamente, alguns projetos-pilotos foram experimentados e observados, à medida que iam sendo pensados e repensados. Dois anos depois, a instituição abriu para usufruto da sociedade amazonense e brasileira a Escola de Arte, o Centro de Estudos, o Centro de Referência do Teatro Amazônico e a Biblioteca, todos vinculados a estrutura do IDC.

Ao longo desses anos, o Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura da Amazônia desenvolveu cursos específicos de formação profissional em Pintura e Marchetaria de Quadros para indígenas de várias etnias amazônicas residentes em Manaus: Saterê-Mawê, Baniwa, Tukano, Tikuna, Kokama, Mura, Wanano, Apurinã, Óro Náo, Tariana, Baré.

Lançou ao mercado mundial da arte uma geração de artistas expressando a cultura matríztica da Amazônia como sua poética. Suas entranhas culturais e vivenciais nas suas obras resultaram uma Amazônia em esplendor de cores e formas. O resultado foi tão surpreendente que a direção do IDC resolveu salvaguardar essas obras e criou o projeto conceitual do Museu de Arte e Imaginário da Amazônia – MAIA. Queremos que o mundo conheça o Belo amazônico.

Na área teatral, realizou cursos de Dramaturgia dando ênfase ao estudo e expressão da Mitologia Amazônica. Paralelamente, no Centro de Estudos, os grupos de participantes aprofundavam esses estudos mitológicos para dar suporte teórico aos alunos do nosso Centro de Referência do Teatro Amazônico (CRETA). Palestras e seminários semanais para compreender o legado cultural deixado pelo maestro Dirson Costa. E a Biblioteca aos poucos foi ampliando seu acervo com doações e aquisições permanentes.

Nosso lema desde o início é apresentar a Amazônia como uma matriz cultural brasileira para o mundo, e não demorou muito para que à equipe se juntassem admiradores, voluntários e colaboradores apaixonados por essa imensidão verde. Dessa forma, a abrangência do trabalho aumentou, já que a equipe ganhava corpo, solidez, adeptos e cada vez mais credibilidade.

Primeira e Segunda Diretorias do IDC (2001-2005)

Primeira e Segunda Diretorias do IDC (2001-2005)

O forte alicerce que sustenta o propósito do IDC em todos os seus segmentos é a consciência de que a Amazônia deve ser estudada para ser compreendida e amada por todos os cidadãos, os amazônidas de nascimento e os amazônidas de coração, estejam onde estiverem. Com isso veio também a compreensão de que em tempos atuais, a Amazônia vivida e contemplada é uma necessidade física para a terra, e espiritual para a alma humana.

Para apresentar essa Amazônia, o caminho escolhido foi o da Arte e Cultura, pela poeticidade e leveza que nos confere aos sentidos. Esta foi a nossa necessidade primeira. Por esta razão, desde 2005 temos realizado regularmente exposições individuais e coletivas com nossos artistas em Manaus, Paris e Estados Unidos, em escolas, Shopping Center, Salões de Arte, Galerias e Universidades, sempre acompanhadas de palestras sobre o Ethos Amazônida. É nosso compromisso expressar nosso Ethos através das obras de arte apresentadas.

Em 2009, realizou coletiva em New York à convite da United Nations Staff Recreation Council (UNSRC) da ONU. Assim segue organizando exposições todos os anos. Atualmente, o Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura da Amazônia mantém entre seus projetos um Ateliê-Escola com vários artistas produzindo e estudando, assim como a Galeria de Arte para venda direta ao consumidor e sustentabilidade da instituição. Em tempo integral há uma equipe cuidando da implantação do seu Museu de Arte e Imaginário da Amazônia – MAIA.

Ateliê-Escola de Arte do IDC. (Início em 2003)

 


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